Alinhada às melhores práticas internacionais, a iniciativa visa promover transparência e incentivo ao cumprimento das obrigações fiscais
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Indústria já mostra sinais de desaceleração da economia
Dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que a expansão do setor pisou no freio
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) na indústria caiu 0,2 ponto percentual entre maio e junho, de 82,7% para 82,5%, de acordo com os indicadores divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Após intenso crescimento no primeiro trimestre do ano, a atividade industrial mostrou uma pausa no segundo trimestre. O faturamento real do setor cresceu 0,6% em junho em relação a maio, mas nos dados dessazonalizados, houve uma queda de 0,6%. Em relação a junho de 2009, o faturamento aumentou 10%.
Além disso, os indicadores mostram que as horas trabalhadas na indústria recuaram 0,4% em junho em relação a maio, mas subiram 8,6% em junho na comparação com igual mês do ano passado. O emprego no setor avançou 0,4% em junho ante maio e 6,6% em relação a junho de 2009. De acordo com a Confederação, a massa salarial real dos empregados na indústria aumentou 7,6% em relação a junho do ano anterior.
A acomodação no ritmo de produção da indústria no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior não deve continuar nos próximos meses na avaliação do gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. "Não é uma mudança de trajetória. A expectativa é a de que, a partir de julho, os dados voltem a ficar positivos, mas sem dúvida a exuberância do primeiro trimestre tinha uma natureza atípica. Os mecanismos governamentais de incentivo, como isenções tributárias, estavam com o fim anunciado e, portanto, houve antecipação de produção e vendas no primeiro trimestre", disse o economista.
Pelos dados dessazonalizados, apesar de o faturamento ter diminuído, o analista da Confederação, Marcelo de Ávila, acredita que isso ainda não é motivo de preocupação. "Não foi um tombo na atividade, mas uma pausa. A tendência é de volta do crescimento no segundo semestre, tradicionalmente mais forte para a indústria", disse.
Na opinião de Castelo Branco, porém, a segunda queda consecutiva no indicador mensal de uso do parque instalado indica que a economia brasileira não está superaquecida. "Um aspecto positivo é que, mesmo neste ambiente, a indústria continua contratando, com reflexo na massa salarial real", afirmou.
Em junho, o indicador da evolução das contratações na indústria registrou avanço de 0,4% em relação ao mês anterior. Para Ávila, o avanço de 6,6% em comparação com junho de 2009 revela que o emprego nas fábricas já recuperou as vagas perdidas durante a crise. "Em 2010, devemos ter o maior crescimento anual da série histórica", disse.
Ainda assim, na mesma comparação, houve recuo de 0,4% nas horas trabalhadas, segundo os dados divulgados pela entidade. "Não há como mensurar, mas, com certeza, a Copa do Mundo influenciou no tempo médio de trabalho dos funcionários das fábricas nesse período", afirmou Castelo Branco.
PIB – É consenso entre analistas que o nível de atividade desacelerou de forma expressiva no segundo trimestre devido à antecipação das compras de bens duráveis entre janeiro e março, estimulada por benefícios fiscais concedidos pelo governo. Nesse contexto, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,7% no primeiro trimestre na margem, uma alta de 11,24% em termos anualizados. Contudo, para o período que vai de abril a junho, o economista-chefe da LCA Consultores, Braulio Borges, estima um avanço menor, de 0,7% ante o primeiro trimestre.
Para o terceiro trimestre, ele espera que o desaquecimento continue, pois o País deve registrar uma alta de 0,5%, que deve subir para 1% no último trimestre do ano. "A economia brasileira deixou de crescer a um ritmo chinês no começo do ano para uma velocidade mais compatível com o ritmo nacional registrado nos últimos anos", disse. Ele projeta que o Brasil deve apresentar um desaquecimento em 2011, quando o PIB deve registrar expansão de 4,1%.
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